Por seus compromissos ideológicos, a Escola da Cidade tem sido convidada a contribuir com diversas iniciativas socialmente orientadas, no Brasil e no Mundo.
Em tais parcerias e colaborações, mobilizamos nossas competências acumuladas e procuramos envolver estudantes, professores e pesquisadores, trazendo para tais projetos também a contribuição de profissionais externos à nossa comunidade. Essas parcerias se baseiam em nossa capacidade de liderança e organização, além de nosso interesse em propor soluções para os problemas crônicos da vida em cidades. Elas envolvem teoria, prática e pesquisa, sendo transversais às nossas divisões internas de organograma.
sesc
campo limpo
Projeto de arquitetura (2015)
Parceria: Serviço Social do Comércio (SP)
Firmada no final de 2015 por meio de nosso Conselho Técnico, nossa parceria com o SESC-SP, visa erguer a unidade definitiva do SESC Campo Limpo. Além do projeto de arquitetura, esse trabalho conjunto envolve atividades de ensino e investigação sócio-cultural. Desde 2015, nosso Seminário Internacional – evento acadêmico anual e gratuito – conta com o apoio do SESC-SP, que abriga nossas discussões abertas e empenha, nessa ação, todo o seu know-how em projetos de cultura e debates.

Desde 2015 o Seminário Internacional – evento acadêmico, gratuito e anual – conta com a parceria do Sesc São Paulo, com suas discussões abertas ao público em geral contando com a infraestrutura de suas unidades.
Voltado aos estudantes da Escola e aberto a alunos de outras faculdades, arquitetos, além de demais interessados, o Seminário se propõe a complementar e qualificar a formação de estudantes e arquitetos, em projeto urbano. É um evento acadêmico, gratuito, dirigido a toda a comunidade.
Enquanto um dos eventos mais significativos e celebrados na Escola da Cidade, recebe convidados nacionais e internacionais de reconhecido prestígio e organiza conferências e debates abertos ao público, workshops e dinâmicas especiais entre alunos, professores e público interessado, estudando com profundidade temas contemporâneos próximos ao campo da Arquitetura e Urbanismo.
cic
do imigrante
Projeto de arquitetura (2013-2016)
Parceria: Ministério Público do Trabalho (SP) Secretaria Estadual de Justiça e Cidadania (SP)
A convite da Secretaria, desenvolvemos projeto e obra para transformar um conjunto de edifícios ferroviários paulistanos em um Centro de Integração e Cidadania voltado exclusivamente ao atendimento de imigrantes que chegam à cidade. O CIC do Imigrante é hoje referência em acolhimento. O trabalho se deu por convênio firmado entre a Escola da Cidade, o poder público e a empresa Inditex, tendo também o apoio decisivo do Ministério Público do Trabalho (SP).

projeto
contracondutas

Projeto de ensino e pesquisa (2016-2017)
Parceria: Ministério Público do Trabalho (Guarulhos), Universidade Federal de São Paulo e Instituto de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo
Coordenado por equipe transdisciplinar, o projeto teve origem nas ações de combate ao trabalho escravo relativas à construção do Terminal 3 do Aeroporto Internacional de Guarulhos, em 2013. Entre os parceiros, Escola da Cidade foi encarregada de elaborar pedagogicamente uma ampla pesquisa, uma série de debates e um conjunto de publicações para problematizar o trabalho escravo nas sociedades contemporâneas e sua dramática persistência no âmbito da construção civil.

Em sua terceira edição, a revista Cadernos de Pesquisa da Escola da Cidade assumiu um perfil particular e especial: trazer a público através da produção de alunos de graduação, parte das atividades desenvolvidas pelo projeto Contracondutas.
Além das linhas de pesquisa acadêmica propostas pelo projeto Contracondutas, foram convidados a submeter trabalhos para publicação nesse terceiro número outros pesquisadores que de forma direta ou indireta estiveram relacionados à ampla rede do projeto, dentro ou fora do âmbito da Escola da Cidade. Deste modo, este número contou com artigos produzidos por alunos envolvidos nessas linhas de pesquisa, ou relacionados a ela, que passaram, como é de praxe nessa e em outras publicações científicas, pela avaliação não apenas dos editores, mas também de pareceristas. Como grata e almejada novidade, esse número traz também a contribuição de ensaios gráficos, gráfico-textuais e textuais que apresentam de forma diversa e com caráter experimental resultados também provenientes de pesquisas de caráter científico.
mutirão
parque boa esperança

Assessoria técnica (2017)
Parceria: Movimento Sem Terra Leste 1
Desde 2017, oferecemos assessoria técnica para o MSTL-1, que visa a construção autogestionária de um conjunto habitacional para 260 famílias, em terreno conquistado por meio de edital da Cohab. Nossa relação com esse movimento social tão importante teve início a partir de disciplinas que organizamos para estudos em autogestão, a pedido de nossos estudantes. A assessoria envolve atividades didáticas e de pesquisa.
plataforma
plus

Projeto de ensino e pesquisa (2015-2018)
Parceria: Frédéric Druot Architecture
Ação transversal de pesquisa visando uma transformação participativa do bairro da Vila Buarque, com incremento da cidadania e da qualidade ambiental do lugar. A plataforma foi proposta à Escola pelo premiado arquiteto francês Frédéric Druot, seguindo o espírito dos projetos Plus – projetos de “arquiurbanismo” – criados na Europa por Druot, Anne Lacaton e Jean-Phillipe Vassal com base no uso racional dos recursos físicos e na sensibilidade às demandas dos usuários.
mstc
bienal de chicago

Projeto artístico-cultural (2019-2020)
Parceria: Bienal de Chicago e Movimento Sem Teto do Centro
Em sua terceira edição, a Chicago Architecture Biennial apresentou a exposição “MSTC – Moradia como Prática de Cidadania”, uma colaboração entre a Escola da Cidade o MSTC, o coletivo O grupo inteiro e uma extensa rede de colaboradores. A mostra contou a história e as ações do movimento, pautadas pela ampliação dos conceitos de “morar” e “direito à cidade”. O trabalho faz nascer o Estúdio 9 de Julho, um projeto político-pedagógico de extensão que permite aos nossos estudantes atuarem em campo em uma zona importante de vulnerabilidade social, a Ocupação 9 de Julho.
abcd
A Escola da Cidade é partícipe da Ação Brasileira de Combate às Desigualdades e signatária de seu manifesto. A ABCD é uma
iniciativa da sociedade civil organizada congregando 50 instituições e organizações sociais dedicadas ao combate às desigualdades e comprometidas com a construção de uma sociedade mais justa.
Conheça todos participantes: https://www.abcdbr.org/participantes
filme: era o hotel cambridge
Projeto artístico-cultural lançado em 2017, o filme é resultado de uma ação coletiva da Escola da Cidade, Frente de Luta por Moradia (FLM), Grupo de Refugiados e Imigrantes sem Teto (GRIST) e Aurora Filmes. ‘Era o Hotel Cambridge’ narra a trajetória de refugiados recém-chegados ao Brasil que, juntos com trabalhadores sem-teto, ocupam um edifício abandonado no centro de São Paulo. Em meio à tensão diária da ameaça do despejo, revelam-se dramas, situações cômicas e diferentes visões de mundo.
agência
solano trindade

A Agência Popular Solano Trindade, ação de incentivo à produção e difusão da economia da cultura criativa no Campo Limpo e Capão Redondo, em parceria com a Escola da Cidade, promoveu a mudança de sua sede. Uma equipe de alunos, ex-alunos e docentes, amparados pelo Conselho Técnico da Escola, elaborou um projeto de reforma e ampliação da casa, próxima ao terminal de ônibus do Campo Limpo. A Agência é um empreendimento cultural construído por jovens que desenvolvem formas de organização que possibilitam a sustentabilidade e auto-produção das ações culturais. A Agência potencializa a integração dos produtores ampliando a capacidade de circulação destes bens simbólicos e a efetiva relação entre arte, cultura e mercado, e tem sua intersecção no uso de uma Moeda Solidária.
ateliê
cendira
Projeto de Arquitetura e Urbanismo socialmente orientado, a reforma e reorganização do Ateliê Cendira – espaço independente de trabalho e formação de mulheres voltado à economia solidária e aos processos de produção sustentáveis – faz parte da Oficina, ateliê oferecido em disciplina eletiva da Escola da Cidade.
O projeto elaborado procura repensar a distribuição espacial adequada à diversidade de atividades desenvolvidas, e que possa ser implementada a longo prazo, de modo a se adequar aos recursos disponíveis, pautado por soluções técnicas adequadas ao baixo orçamento e a construção de um diálogo com a coordenação do Ateliê.
missão paz
Projeto de Arquitetura e Urbanismo socialmente orientado – a partir de verba destinada pela Secretaria de Justiça do Estado de São Paulo – tem por objetivo promover melhorias na estrutura física da Instituição solidária da Paróquia Nossa Senhora da Paz, na Baixada do Glicério, região central São Paulo.
Para além do valor histórico de sua sede, a Instituição é reconhecida pelo importante trabalho de acolhimento e assistência que realiza com migrantes e refugiados oriundos de diversos países, que têm a igreja como principal ponto de referência. A Escola iniciou um trabalho de apoio técnico para orientar as reformas e ampliações que poderão ser feitas a curto e longo prazos, no conjunto que abriga a instituição. O trabalho envolve levantamentos físicos, funcionais e laudos de estruturas e instalações das construções existentes, bem como o levantamento da situação legal do imóvel e um dossiê histórico sobre a evolução do conjunto, que está em processo de tombamento pelos órgãos de preservação do patrimônio.
terra
indígena
do jaraguá
aldeia tekoa itu
Projeto de arquitetura e urbanismo socialmente orientado, foi desenvolvido a partir da iniciativa de professores e alunos para contribuir com necessidades antiga dos Guarani: ter uma Casa de Cultura para venda de seus artesanatos, oficinas sobre seus saberes, reuniões com escolas e com organizações que os procuram. O principal financiador e parceiro deste projeto é a Organização Não Governamental CTI (Centro de Trabalho Indigenista), ponte entre a Escola e os Guarani.
O projeto surge das necessidades dos Guarani de uma das seis aldeias da Terra Indígena do Jaraguá – aldeia Tekoa Ytu – a mais antiga e com território que corresponde a menor Terra Indígena com demarcação homologada do país.

