professor visitante: Mario Gooden, B.S., M. Arch., R.A. – Universidade de Columbia, Co-Director, Global Africa Lab, GSAPP

professora anfitriã: Carol Tonetti – Escola da Cidade

idioma: inglês e português

organização: Escola da Cidade/ Plataforma Práticas Espaciais

coorganização: Cátedra Martius

parceiros: IABsp Cartografia Negra

A Escola da Cidade recebe em maio de 2026, o professor da Universidade de Columbia e Co-Diretor do Global Africa Lab, GSAPP, Mario Gooden para a realização de um curso livre no formato de oficina. Contando com a co-organização da Cátedra Martius e a parceria do Departamento de São Paulo do Instituto de Arquitetos do Brasil (IABsp) do grupo Cartografia Negra, da pesquisadora urbana Laura Kemmer e de Rossellini Tavares do projeto Baixada/Várzea do Glicério Viva, esta atividade propõe imaginar outros mundos após a catástrofe. Partindo das cosmologias indígenas e do pensamento de Ailton Krenak e Eduardo Viveiros de Castro, o workshop propõe que o “fim do mundo” não é um evento único, mas uma experiência plural. Os povos originários já sobreviveram a múltiplos fins. Em meio às crises climáticas, guerras e colapsos, investigaremos a persistência de corpos, rios e territórios em São Paulo a partir dos territórios em torno dos rios Saracura e Tamanduateí, compreendidos como potência para uma imaginação emancipada. Através de desenho, vídeo e projetos de intervenção, o objetivo não é oferecer soluções, mas fabular outros futuros a partir das ruínas, onde arquitetura e espaço se tornam alianças com a terra e outras espécies.

Mario Gooden (mariogoodenstudio.com) arquiteto cujo trabalho situa-se no campo das práticas culturais, é diretor do Mario Gooden Studio: Architecture + Design, onde investiga a interseccionalidade entre arquitetura, raça, gênero, sexualidade e tecnologia. Sua atuação atravessa projeto, escrita, pesquisa e performance. Foi diretor do M.Arch da Columbia University (2022-2025), onde é codiretor do Global Africa Lab e professor afiliado ao Departamento de Estudos Africanos e da Diáspora Africana. Seu trabalho foi exibido internacionalmente na Bienal de Veneza, MoMA (The Refusal of Space, 2021), Architekturmuseum München, Het Nieuwe Instituut, Bauhaus Museum Weimar, American Academy em Roma, Storefront, National Building Museum, entre outros. Sua videoinstalação “Black Holes Ain’t So Black” foi exibida durante Les Journées Nationales de l’Architecture, “Architectures du quotidien”, no L’AiR Arts Atelier 11, em Paris (2025). É autor de “Dark Space: Architecture, Representation, Black Identity” (Columbia University Press, 2016), publicou ensaios em periódicos como Artforum, Architectural Record, The New York Times, é Senior Research Associate na University of Johannesburg e membro fundador do Black Reconstruction Collective.

Carol Tonetti (caroltonetti.net) é arquiteta, doutora (2020) pela FAU-USP. Sua prática acadêmica e produção como arquiteta e artista explora abordagens integradas entre arte, arquitetura e design aplicadas ao ensino e à pesquisa. Foi bolsista FAPESP (2011-2013), artista residente no programa Pró-Helvetia (Suíça, 2019), fellow no programa “Regeneration. New Institutional Practices” do The New Institute (Roterdã, 2020-2021). É professora associada da Escola da Cidade, onde atualmente coordena a pós-graduação Arquitetura, Educação e Sociedade (AES), além de orientar trabalhos no Estúdio Vertical e Trabalhos de Conclusão de Curso da graduação. Integra O grupo inteiro (2014-), desenvolvendo proposições artísticas sobre convivialidade, corpo e questões socioambientais, exibidas no Institute of the Arts and Sciences (UC Santa Cruz-2023), Bienal de Arquitetura de Chicago (2019), MAM-SP (2018), Casa do Povo, MASP (2016) e Sesc-SP. Participa do Grupo de Pesquisa Arte Ciência Tecnologia (IEA-USP Polo São Carlos) e do grupo de pesquisa Planet-abilidade (PROBRAL-DAAD). Publicou ensaios em periódicos e participou da organização dos livros Contracondutas: ação político-pedagogica (2017), Escola [bica-aquífero] mundo:lugares de aprendizagem entre o parque do bicão e o aquífero guarani (2025) e Arte, ciência e tecnologia: entre mídias, métodos e mundos (2026) entre outros.

Cartografia Negra (https://www.cartografianegra.com.br/ ) é um grupo composto por Carolina Piai Vieira, Pedro Alves e Raissa Albano de Oliveira que, desde 2017, tem se dedicado a repensar, revisitar, conhecer e ressignificar territórios negros em São Paulo. Nossa missão é resgatar histórias e memórias desses espaços, que foram cenários diversos, sendo lugares de resistência, inovação e tecnologia de pessoas negras e outros que trazem histórias das violências coloniais. Cartografia Negra busca estimular, problematizar e construir noções de território, memória e história na cidade de São Paulo, por meio de projetos de pesquisa, artísticos e educacionais baseados em cartografia afetiva e história afrocentrada. O Coletivo foi um dos ganhadores do Prêmio Pretas Potências, na categoria Patrimônio Imaterial. Além disso, foi indicado para o Prêmio PIPA, um dos principais prêmios de Artes Visuais do Brasil. O coletivo tem textos publicados nos livros Re-Encantar o Mapa: Fantasmas, Imaginários, Prefigurações e no Aprender a Desaprender.

Laura Kemmer é pesquisadora urbana que estuda conflitos em torno de cura e reparação no centro de São Paulo, em particular as relações dos moradores com elementos urbanos como a água e o solo.  É a atual titular da Cátedra Martius Alemanha-Brasil de Humanidades e Sustentabilidade do DAAD na Universidade de São Paulo. Concluiu seu Ph.D. intitulado “Bonding. Infrastructure, Affect, and the Emergence of Urban Collectivity” na HafenCity University de Hamburgo. Trabalhou como pesquisadora de pós-doutorado e professora visitante na Technische Universität e na Humboldt-Universität zu Berlin. Juntamente com colegas em Berlim e no Brasil, Laura está desenvolvendo três projetos de pesquisa atuais: “Desenhando com o Planeta. Conectando zonas ribeirinhas de luta em São Paulo, Jacarta e Berlim” (com Jamie Baxter; BUA TD-Lab); “Planetability: Integrating Planetary Health and Multispecies Cohabitation in Urban Design and Research” (com David Sperling e Jamie Baxter; CAPES-DAAD)”, e “Martius Revisited” (com Frauke Zabel; DAAD).

Rosseline Tavares (@baixadadoglicerioviva ) é cientista social, graduada em direito e mestre em antropologia social pela Universidade Federal do Amazonas – UFAM. Possui experiência de pesquisa com povos indígenas do noroeste amazônico e sul da Bahia. Foi pesquisadora no “Projeto Nova Cartografia Social da Amazônia” – PNCSA, e colaborou no projeto “Centro de Ciências e Saberes: experiências de criação de Museus vivos na afirmação dos saberes e fazeres representativos dos povos e comunidades tradicionais” – MCTI/CNPQ/SECIS, realizado pela Universidade Estadual do Amazonas – UEA em parceria com o Museu de Astronomia/MCTI. Foi consultora para o desenvolvimento de projetos culturais do Museu da Amazônia – MUSA, membro do grupo de pesquisa: “Mbraká: estudos de arte, cultura e sociedade” – UFAM e do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento – PNUD. Foi pesquisadora visitante no The Field Museum, colaborando com as atividades do “Keller Science Action Center” no programa Andes-Amazônia. É membro colaborador da Comissão Especial da Verdade sobre a Escravidão Negra no Brasil – OAB/SP e pesquisa zonas ribeirinhas na cidade de São Paulo no projeto Baixada/Várzea do Glicério Viva.

IABsp

O Instituto de Arquitetos do Brasil – Departamento de São Paulo (IABsp) é uma entidade de interesse público fundada em 1943, dedicada à promoção da arquitetura como campo de reflexão e atuação sobre a cidade. Organiza concursos e premiações e eventos, com destaque para a realização da Bienal Internacional de Arquitetura de São Paulo. Também desenvolve iniciativas de formação e debate público e participa de conselhos e comitês da política urbana, sendo uma voz relevante no debate sobre as cidades.

DIA E HORÁRIO:
Sábado inicial de reconhecimento dos territórios das 10h às 13h – 14h às 17h
terças e quintas das 20h às 22h e 2 sábados das 10h às 13h

DATAS: 16-05,19-05,21-05,23-05,26-05,28-05,30-05

CARGA HORÁRIA: 20h

VALOR: R$ 1.350,00 podendo ser parcelado em 3x de R$ 450,00 (Alunos e Ex-alunos da Escola da Cidade e Associados IABsp têm desconto no valor)

LOCAL: Escola da Cidade com incursões pelos Bairros do Bixiga e do Glicério

Alunos e Ex-alunos da Escola da Cidade e Associados IABsp têm desconto no valor total do curso.

PÚBLICO: estudantes e profissionais de arquitetura e urbanismo, artes visuais e estudos culturais.

24 vagas por ordem de inscrição

Atenção: As inscrições só serão efetivadas após a realização do pagamento (ou primeira parcela) e a formação da turma depende do número mínimo de 10 inscrições. Caso o curso não forme turma, entraremos em contato para a devolução do valor pago ou transferência para outro curso de interesse do aluno.

Os alunos que concluírem os cursos com o mínimo de 75% de frequência receberão certificado.

Dúvidas e mais informações: (11) 3258-8108 – conselho.cientifico@escoladacidade.edu.br