Estabelecida desde 2020,  a Plataforma Agenciamentos Territoriais teve como eixo central de investigação  a interação  entre os fluxos territoriais  e os sistemas de espaços livres urbanos. Sua pressuposição recíproca às mais diversas escalas teria -como hipótese geral de trabalho- a capacidade de engendrar novos agenciamentos urbano-ambientais  potencialmente mais abertos -quando se observa baixo grau de formalização e/ou codificação (“espaços lisos” na concepção de Deleuze e Guattari)- à  multiplicidade de usos e experiências coletivas que transcendem a estrita funcionalidade convencional. 

O objetivo central foi, portanto, mapear situações críticas de concentração e intensidade urbano-ambientais em face dos  fluxos trans escalares que as atravessam e dão sentido. Este mapeamento foi realizado mediante o trabalho de  dados geoespaciais, teoricamente amparado no conceito de agenciamento dos “Mil Platôs” (Deleuze e Guattari). Como operação territorial,  agenciamento supõe a seleção, o cruzamento e a composição, das diversas linhas técnicas e expressivas heterogêneas que interagem com o plano coletivo das forças sociais em constante transformação . Daí derivou  a noção de territorialidade, como codificação-descodificação das formas de habitar e dar sentido ao tempo e espaço em cada local específico.

Nesta linha conceitual-metodológica, que enfatiza a investigação acerca das territorialidades da cidade contemporânea, a plataforma efetuou trabalhos de pesquisa cartográfica aplicada, redigiu editais de concurso público,  promoveu estudos sobre acessibilidade em colaboração com entes públicos e comunitários.

O plano de trabalho para o biênio 2025/2027 prevê a realização de pesquisa conjunta (sob liderança do curso de Arquitetura da PUC-Rio de Janeiro) em torno do tema do projeto de inserção urbana e territorial das grandes infraestruturas de mobilidade.